Cantaste a luz e o mar, o sal das águas e o sal da vida, o terror do mais fundo e a exaltação do mais alto. Mas nessa janela de onde vias a Grécia e o infinito, não quando olhavas para lá do vidro, mas quando guiavas os versos na página, num exercício de timoneira da poesia, a música vinha ao teu encontro. E afastavas de ti o abutre e a cobra, ouvindo a lira do vento e o transparente rumor dos cedros. Assim colheste a flor em chama da noite e acendeste, com o seu fogo, a pura essência do mundo.